sexta-feira, 7 de maio de 2010

NÃO ao Cyberbullying


Como se já não bastasse a violência que nos assola no mundo real, crescem os atos de violência no mundo virtual. A popularização da internet e do celular permite que estejamos conectados todo o tempo. O assédio constante por esses meios eletrônicos pode causar consequências terríveis. O caso mais célebre e recente foi a prisão da norte-americana Lori Drew. Ela foi condenada pela morte da jovem Megan Meier, de 13 anos, que cometeu suicídio depois de sofrer perseguição e agressões psicológicas frequentes pela internet.


Este é um exemplo típico do cyberbullying, uma variação do bullying,que anda crescendo na rede mundial de computadores. São ataques a uma pessoa cometidos por meios interativos como mensagens de texto, e-mails, sites de relacionamento e jogos. E que, pela frequência e violência, podem causar sérios danos psicológicos e sociais à vítima. Segundo uma pesquisa da Pew Research, 32% dos adolescentes americanos foram vítimas do cyberbullying em 2007.

Para quem pensa que os autores do cyberbullying são muito difíceis de ser apanhados, o advogado dá uma orientação. “É preciso guardar todas as provas dos ataques. E não existe anonimato total na internet. É possível tipificar essa conduta ilícita como um crime e submeter quem praticou a uma ação judicial. Essa ação pode ter duas linhas, uma criminal, que aplica a pena de punição prevista no código penal, e outra cível, que visa a reparação do dano.”

Para ajudar no combate ao cyberbullying e a outras formas de violência virtual, Alexandre elaborou uma cartilha, disponível em seu blog, que recomenda, entre outras coisas, que os pais acompanhem o que seus filhos andam fazendo na web. “É preciso manter uma vigilância constante. Há uma crise de limites, é óbvio. Um aluno que cria uma página contra um professor se sente poderoso e acima de qualquer punição. As escolas também precisam discutir o papel das novas tecnologias e de como o seu uso inadequado pode causar danos sérios”, completa ele.

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